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NOTÍCIA
Artigos - Geral - 24/05/2018 12:45

Pela redução da desigualdade social

Rita Felicetti de Oliveira
Associada da ANFIP

Há um grande desequilíbrio na economia brasileira e mundial hoje em dia que vem gerando desemprego, fome, doenças, guerras e consequências irreversíveis ao meio ambiente. Nós, seres humanos, no topo da cadeia alimentar por termos desenvolvido a inteligência, conseguimos façanhas inimagináveis há 100 anos atrás. Mas temos que tomar cuidado para não destruir nosso habitat, pois nem a natureza com seus animais e plantas, tem sido tão irresponsável e egoísta, pois retiram do meio ambiente o que necessitam para sobreviver.

A desigualdade é fruto do egoísmo e orgulho, que estão no coração humano como ervas daninhas. Os poderosos dos países que desenvolveram a tecnologia e as corporações estão sendo mais atrasados do que as tribos indígenas e exemplos de crianças que dividem a comida para que todas comam.

Entrando nos aspectos econômicos já discutidos neste Fórum, é importantíssima a Reforma Tributária e foram lançadas as linhas do trabalho a ser feito com os políticos atuais e os candidatos próximos a serem eleitos. Corrigir estas anomalias do sistema tributário brasileiro foi a principal meta deste Fórum e os caminhos foram brilhantemente apontados por cerca de 40 especialistas da área e entidades que compõem este Fórum como a ANFIP e a Fenafisco, resumidos na cartilha elaborada “Menos desigualdade, mais Brasil”.

Precisamos agora analisar o que emperra a nossa economia, pois cobrar tributos e distribuir para os setores mais sabiamente é um dos pilares. O outro é o planejamento e o desenvolvimento da nossa economia. Quais os entraves atuais? Por que estamos aceitado este retrocesso no país? Quais as causas reais da desigualdade de distribuição?

Não entrando aqui em conceitos morais e religiosos, mas da natureza, como um seguimento do Mercado Financeiro pode ter todas as garantias e estar lucrando assustadoramente gerando esta crise com juros altos e a retirada de recursos da economia que ainda querem aprofundar com a aprovação de leis que permitem mais lucros? (PLP  459 e PL 9.248)

Estão matando a economia brasileira e na contramão do próprio sistema capitalista, pois retiram todos os seus riscos momentâneos, mas em pouco tempo vão matar a “galinha dos ovos de ouro”. Com a especulação financeira e rendimentos em papéis estão dissociados da produção industrial e do fluxo econômico.  A desindustrialização no Brasil é gritante, assim como o endividamento dos governos das três esferas. Sem recursos na economia como pretendem continuar lucrando?

Precisamos alertar para este desequilíbrio e propor a regulação do Mercado Financeiro e a verificação das dívidas contraídas com juros compostos que já foram pagas várias vezes. Realizar a Auditoria Cidadã da Dívida e aprovar leis que regularizarem a utilização dos recursos financeiros. Afinal, de onde vem o dinheiro? Esta energia é gerada pelas pessoas e não pelos computadores!!!

Para isso, mostrar aos candidatos à presidência da República que o momento é agora de dar uma guinada na nossa economia. Os detentores do capital nacional e mundial devem pensar nos desequilíbrios que estão gerando e que se voltará contra eles e as gerações futuras. Não podem ficar sentados “em berço esplêndido” sem fazer circular a energia monetária por toda a economia. Este Fórum composto por tantas entidades e economistas tem esta missão.     

Está claro o desequilíbrio e várias cabeças e corações podem alterar este quadro atual que pode gerar inclusive desabastecimento. O momento é gravíssimo! E as consequências serão de todos. Sem distribuir parte do que 1% dos ricos do mundo e do Brasil possuem, adquiridos por artimanhas financeiras e não produtivas, a crise vai se aprofundar e gerar consequências danosas e prolongadas. As elites precisam por a “mão na consciência”, verificar a sua responsabilidade e usar estes recursos para encontrar as saídas.

Os desafios agora para este Fórum são propostas concretas para o crescimento da economia. Agregar as entidades que influem também no governo como a Confederação Nacional das Indústrias e outras. Fazer mais uma cartilha deste pilar igualmente importante. Abrir caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária, com diferenças normais, pois os seres humanos são diferentes entre si, mas oportunidades iguais para todos.