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Previdência Social - 20/12/2016

Previdência: ANFIP e Anauni alinham parceria contra reforma

   Ludmila Machado/Comunicação ANFIP
Previdência: ANFIP e Anauni alinham parceria contra reforma

O presidente da ANFIP, Vilson Antonio Romero, recebeu nesta terça-feira (20) o presidente da Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União), Bruno Moreira Fortes, e o assessor Douglas Locateli, na sede da Entidade, em Brasília (DF), para tratar da PEC 287/16, da reforma da Previdência. Os advogados da União, preocupados com a proposta que altera as regras de aposentadoria dos trabalhadores, propõem ações conjuntas com a ANFIP. “Participamos da audiência pública sobre a reforma e reconhecemos a representatividade que vocês têm no serviço público”, destacou Fortes, ao justificar a necessidade de parcerias neste momento de reformas estruturais.

O presidente da ANFIP explicou as ações que estão sendo planejadas para as próximas semanas, que inclui a elaboração de emendas à PEC 287/16 e a realização de reuniões nos estados, na base eleitoral dos deputados federais. Romero relatou ainda os encontros do grupo de trabalho formado por acadêmicos e especialistas, coordenados pela ANFIP, Fundação ANFIP e Dieese, que deve finalizar os estudos no início de janeiro. O material deve subsidiar os debates no Legislativo. Está sendo produzida ainda uma cartilha com o IBDP (Instituto Brasiliense de Direito Previdenciário), na qual a Anauni poderá integrar. Romero também disponibilizou a assinatura no vídeo que viralizou nas redes sociais sobre a reforma da Previdência (confira aqui).

Os dirigentes debateram pontos da PEC 287/16 que afetam os servidores públicos e destacaram a importância de esclarecer a sociedade sobre o orçamento da Seguridade Social. “O governo faz a pedalada constitucional para criar o deficit e empurra a conta para os trabalhadores”, explicou Romero. A Análise da Seguridade Social, publicação anual da ANFIP, destaca o superavit do sistema e lista constitucionalmente as receitas e despesas do orçamento. O presidente da Associação ressaltou ainda que os mais prejudicados são os que recebem os benefícios de prestação continuada (BPC) e as mulheres camponesas. “Colocaram todos na vala comum, sem que apresentassem dados atuariais que justificassem isso”, concluiu o presidente. O trabalho, segundo sugeriu, é de união, organização e de convencimento. 

A Anauni divulgou uma nota contra a reforma da Previdência, confira aqui.

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