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NOTÍCIA

  
Eventos - 03/10/2016

ANFIP apoia ciclo de palestras sobre jogos de azar

Evento terá participação de especialistas com experiência internacional

Motivado pela tramitação dos dois projetos de lei no Congresso Nacional (PL 442/91, na Câmara - Marco Regulatório dos Jogos no Brasil e PLS 186/14, no Senado - exploração de jogos de azar em todo o território nacional), o Movimento Nacional Brasil sem Azar realizará o ciclo de palestras “Legalizar a Jogatina é Solução para o Brasil?”, com apoio da ANFIP, Procuradoria-Geral da República (PGR) e Ministério Público Federal (MPF) - inscrições aqui. A primeira etapa será em Brasília, na quinta-feira (6), das 9h30 às 12h30, no Auditório Juscelino Kubitschek, na PGR. Representando a Entidade, participará o vice-presidente de Política de Classe, Floriano Martins de Sá Neto. 

O economista Ricardo Gazel abrirá a programação falando sobre o tema “A jogatina e a falácia dos ganhos para o Estado”. Gazel é Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois (EUA), ex-professor e diretor adjunto do Centro de Pesquisa em Economia e Negócios da Universidade de Nevada (EUA). 

Depois será a vez do procurador da República e secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República, Peterson Pereira, falar sobre “Legalização beneficiará organizações criminosas”. Pereira assina a Nota Técnica PGR/SRI 65/2016, muito crítica e desfavorável ao PLS 186/2014. 

Quem fechará a programação será a doutora em Psicologia pela Universidade de Kansas (EUA), ex-pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Suely Sales Guimarães, que falará sobre o tema “Cartas na mesa: Do sonho à realidade”. A professora trabalha com compulsões, incluindo jogo compulsivo, há cerca de 20 anos.  

Alguns dados 

De acordo com Gazel, muito poucas pessoas viajariam para jogar no Brasil porque há jogo em outros lugares, como Ásia, Europa e América Latina. Segundo ele, não existe essa demanda. “Elas não vão decidir viajar para o Brasil por causa de um cassino. Las Vegas tem uma quantidade tão grande, que a cidade em si é um atrativo. Tem shows, parques, uma massa de atrações e restaurantes dentro dos hotéis-cassino. Mesmo em Las Vegas, apenas 16% dos visitantes são estrangeiros - o restante são americanos e 30% deles da Califórnia. Entre os visitantes de Las Vegas, apenas 10% dizem que o motivo principal da viagem foi jogar”, explica. 

Em relação ao uso de arrecadação dos jogos para ajudar a Previdência, Ricardo Gazel não acredita que o jogo vá resolver o problema previdenciário, que é algo estrutural e complexo. Ele explica que isso é tentar resolver um problema criando-se outro. 

Ainda segundo o especialista, seria usar o jogo como um instrumento milagroso, uma fonte inesgotável de recursos. “No início, há aumento de arrecadação, mas depois ela cai. O governo pode recolher impostos no jogo, mas vai perder também impostos porque possivelmente grande parte do que se gasta hoje em loterias pode passar ao cassino. E o governo tem um retorno muito maior na loteria do que vai ter em taxar os cassinos e outros jogos de azar”, diz. 

Serviço 

Ciclo de Palestras

Legalizar a Jogatina é Solução para o Brasil?

Etapa Brasília

Dia: 6 de outubro de 2016

Horário: 9h30 às 12h30

Local: Procuradoria-Geral da República (PGR), Auditório Juscelino Kubitschek

Endereço: Setor de Autarquias Federais, Quadra 4, Bloco C 

Temas e palestrantes:

- “A jogatina e a falácia dos ganhos para o Estado” – Ricardo Gazel, doutor em Economia pela Universidade de Illinois, especialista em gestão pública 

- “Legalização beneficiará organizações criminosas” – Peterson de Paula Pereira, procurador da República, secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República 

- “Cartas na mesa: Do sonho à realidade” – Suely Sales Guimarães, doutora em Psicologia pela Universidade de Kansas, ex-pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), especialista em Psicologia Clínica e da Saúde 

Mediador: Roberto Lasserre, advogado, vice-presidente da comissão de políticas públicas sobre drogas da OAB-CE e membro da Coordenação Colegiada do Movimento Brasil sem Azar