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NOTÍCIA

  
Eventos - 16/09/2016

Associação rebate necessidade de reforma da Previdência em seminário na Bahia

Vilson Romero palestrou para dirigentes sindicais da CTB

   
Associação rebate necessidade de reforma da Previdência em seminário na Bahia

Diante de uma plateia de mais de 200 lideranças sindicais, o presidente da ANFIP, Vilson Antonio Romero, voltou a defender a Previdência Social pública brasileira, o maior programa de distribuição de renda no País, e criticou pontos da reforma pretendida pelo governo. O debate aconteceu no Seminário Estadual Reforma da Previdência e Impactos na Vida do Trabalhador, promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nesta quinta (15), no Hotel Sol Marina Vitória, em Salvador (BA). A mesa teve a coordenação de Pascoal Carneiro, secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, e a participação de advogados especialistas em Previdência Social. O diretor da Afipeb, Luiz Gitirana, também esteve presente, acompanhando o evento.

Romero criticou a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que retira 30% de recursos do Orçamento da Seguridade Social, e a "ditadura demográfica", que pretende implantar uma idade mínima num país continente, com tantas diferenças regionais, e tendo como paradigma países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como os países da Comunidade Europeia. O presidente também relatou as propostas elaboradas pelas centrais sindicais, juntamente com a ANFIP (confira aqui), e anunciou as reuniões de especialistas de renome nacional, sob a coordenação da ANFIP, em parceria com Fundação ANFIP e Dieese, que acontece na sede da Entidade a partir na próxima semana, para elaborarem propostas de inclusão social e aperfeiçoamento do seguro social brasileiro.

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, na abertura do evento, explicou o que está por trás da reforma da Previdência. “A proposta de reforma desmonta o sistema e solapa um direito consagrado na Constituição Federal. Uma reforma que estabelece idade mínima de 65 anos, podendo chegar a 70 anos, para homens e mulheres, e que desvincula o reajuste, acima da inflação, das aposentadorias e pensões do aumento do salário mínimo, ação que impactará em mais de 70% dos beneficiados, mostra que o compromisso do governo não é com a nação, mas sim com os setores que se beneficiarão deste desmonte, o setor financeiro”.

Ele ressaltou ainda que “a agenda social do governo parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho: terceirização sem limites, sobreposição do mercado à Lei, redução de direitos previdenciários, arrocho e congelamento dos gastos públicos por 20 anos, ampliação da DRU, privatizações, entrega do pré-sal, repressão e criminalização dos movimentos sociais”.

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